Recordar é viver… Quebra Cabeça

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O ano era 1997. Era um ano prolífico na “música prapular brasileira”. Lançamentos do axé music, pagode, alguns hits do pop mais timidamente, muitos programas de auditório. Então chega ele, Gabriel, o Pensador, dono de hits anteriores como Lôraburra e Retrato de um Playboy, lançando Quebra Cabeça que certamente foi o trabalho de maior sucesso popular do rapper.

Com temáticas como o alcoolismo, desemprego, paquera, política de drogas e uma sincera homenagem á música brasileira, Gabriel criou um álbum épico com singles que todo mundo ficou conhecendo. 2345meia78 tá na hora de molhar o biscoito! marcou a minha geração. Todo moleque queria saber as letras rápidas de Gabriel. O vocal quase declamado por cima de uma base extremamente rica e letras afiadas deram ao disco ícones como Dança do desempregado, Pra Onde Vai? e Festa da Música Brasileira. Essa última, uma ode à “música tupiniquim” em seus mais variados gêneros, veio bem a calhar com um pequeno burburinho da época em torno da troca do nome de ruas na cidade do Rio de Janeiro (R. Antonio Carlos Jobim).

A reflexiva Cachimbo da Paz joga na cara a discussão sobre as políticas de drogas lícitas ou não no Brasil. Uma poesia que não envelhece e pode ser facilmente analisada em aulas de sociologia de professores mais atentos. No trecho final da última estrofe Gabriel deixa clara ou não a ambiguidade da “batalha”:

E o cachimbo do índio continua proibido
Mas se você quer comprar é mais fácil que pão
Hoje em dia ele é vendido pelos mesmos bandidos
Que mataram o velho índio na prisão

Sendo o épico que foi em nossas vidas e na carreira de Gabriel, o Pensador, Quebra Cabeça merece ser lembrado do começo ao final.

Bônus (+18): Dança do Desempregado

Enjoy! 😉

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Recordar é viver – Kyuss

kyuss-promoUma banda tem me tirado o sono nos últimos dias. Acho que tenho que parar de dormir com fones de ouvido.  Eu não a conhecia até um tempo atrás, quando comecei a ouvir QOTSA(Queens Of The Stone Age), e vários dados os ligavam a essa banda: Kyuss. (Pronuncia-se kaius).

Então, eu nesa febre de ficar procurando banda e com uma arma em mãos ( o lastfm , que eu tinha e nao usava) eu fui atraído até esse som muito louco vindo do deserto.

No começo dos anos 90, quando no mundo e nos EUA estourava o grunge do Nirvana, o Kyuss estava a pleno vapor fazendo as chamadas “generator parties” no meio do deserto da Califórnia. A banda formada pelo então adolescente Josh Homme, vocalista do Queens Of The Stone Age e Nick Oliveri – o baixista peladão do QOTSA que tocou por aqui no Rock In Rio III –  e sua turma, se destacou ao popularizar uma vertente até então desconhecida o Stoner Rock. O talento de Josh Homme, já sobressaia na juventude. A criatividade ao usar caixas de baixo pra tornar o som de sua guitarra mais grave, chamaram a atenção e logo o Kyuss ficou conhecido na cena underground americana. Depois de assinarem com um selo pequeno da Califórnia, o Dali Records, encurtaram o nome da banda, que até então era Sons Of Kyuss, para Kyuss e saíram em turnê. Infelizmente a banda acabou em 1995, quando Homme desiludido com a música sai e  entra pra faculdade em busca de respostas. E volta com o Queens Of The Stone Age. euri

Dessa banda surgiram algumas das maiores bandas do chamado Stoner Rock: Mondo Generator, Hermano e o próprio Queens Of The Stone Age, embora rejeitem o termo.

O que interessa de verdade é uma palhinha dos caras. Som pesado, guitarra impactante, bateria alucinada então, é só curtir. O clipe é de Green Machine: Muita terra, carros envenados, geradores a gasolina, caras descamisados, estradas no meio do deserto…isso é stoner, hehe.

Links:

Wikipedia – Kyuss

YouTube – Kyuss

Enjoy! 😉