Rock, diversão e Ócio

No último dia 20, o Circo Voador recebeu os soteropolitanos da Vivendo do Ócio para o show de abertura dos Raimundos. Eles abriram o show juntamente com a banda Kiara Rocks. Quando vi os caras da Kiara indo embora  só consegui pensar que não via tanta bandana junta desde 99/2000.

Os rapazes assumiram o palco do circo sob o olhar atento de quem esperava ali a atração principal. Reparei que poucas pessoas ali conheciam o trabalho da banda, mas também percebi que atraíram a atenção de um público ansioso.

Entrosados, iniciaram o show com Bomba-Relógio, que abre o disco O Pensamento é um Íma, uma música elétrica que  ao vivo ficou ainda mais divertida. O setlist teve sucessos dos dois álbuns lançados pela banda: Amor em Fúria, Meu Precioso, Dilema, Fora Mônica – do álbum Nem Sempre Tão Normal – intercaladas com outras como Silas, Eu Gastei e a lindíssima Nostalgia – de O Pensamento… – cantada com a participação de um de seus compositores Pablo Dominguez.

Uma apresentação simplesmente vigorosa e correta, muito embora o som do Circo Voador continue extremamente barulhento. Muita simpatia e jogo de cintura de Jajá pra conter os ânimos dos fãs que aguardavam a atração da noite “Queríamos agradecer ao Raimundos por nos convidar. Fizeram parte da nossa formação de rock e daqui pouco vão vir tocar pra vocês.” Admito que achei graça. Também não tiveram problema em comandar o público em Rock Pub Baby (“1,2,3,4! Rock and roll, baby!”) Simplesmente muita diversão como cantam algumas de suas letras – Preciso Me Recuperar, por exemplo.  Várias rodinhas abertas nas mais agitadas e palminhas acompanhando o bumbo de Dieguito Reis são coisas que ficaram na lembrança de uma noite divertida de ROCK. Por que isso é o que eles fazem de verdade e com verdade.

No fim do show eles pararam pela já conhecida lojinha. Território das bandas independentes onde a galera se encontra pra se conhecer mutuamente um pouco melhor. É a praça da amizade entre fãs e banda. risos. E foi muito legal poder conversar com eles e ver que realmente existe verdade naquilo que cantam. São “moleques” como nós, mais ou menos da nossa idade, que com muito talento transformam nosso cotidiano em boa música.

É muito revigorante ver quatro jovens com seus 20poucos anos que estão interessados fazer rock acima de tudo. Sem grandes floreios ou pretensões – embora com muita qualidade – e muito menos com aquele ar de boyband que quer cultivar legiões de menininhas – mesmo que atraiam olhares e gritinhos femininos durante o show. O que vimos no Circo foi mais ou menos 1h de rock como há muito eu não via ao vivo. Um rock sem denominações. Apenas o bom e velho rock’n’roll.

Enjoy! 😉

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