Bem-vindo ao clube – Dead Fish 20 anos

E eles queriam ver o Circo pegar fogo…

No último dia 11-11-11, estávamos eu e meu companheiro de aventuras @raphaelzep no show de comemoração dos 20 anos de uma de nossas bandas favoritas: Dead Fish.

Cheguei um pouco cedo e entrei no começo do show da primeira banda de abertura Plastic Fire, que já conhecia de um evento underground que rolava aqui perto. Eles participaram trazendo panfletos com um bom discurso sobre as liberdades e sobre a influência da música na construção do pensamento. Na época achei a banda boazinha e cheguei a baixar umas duas músicas deles no myspace, que naquela ocasião era simplesinho e tinha umas quatro músicas do álbum de estréia E.xistência P.arcial (gosto da jogada com EP – disco de poucas músicas).

No ano passado a Plastic Fire gravou no estúdio Superfuzz supervisionados por Gabriel Zander um disco bastante bom chamado A Última Cidade Livre. Esta canção que foi gritada a plenos pulmões por uma galera, bem como Negativo que é do E.P. Show cheio de energia e que já empolgou a galera em rodinhas. O ponto alto foi quando o vocalista  Reynaldo Cruz deu um mosh e cantou nos braços da galera, a ponto de perder o som no que pareceu ter sido solto o fio do microfone do seu conector original.

Durante o show da Plastic Fire tive a oportunidade de cumprimentar pelos 20 anos de Dead Fish o vocalista Rodrigo Lima. Foi rápido, mas importante pra mim por admirar seu trabalho e saber a importância dessa banda na construção de alguns dos meus ideais. Tietagens à parte logo começou o show de Zander.

Zander faz um som calcado num hardcore melódico, mas tão melódico que é quase meloso em algumas vezes. Mas eles tem fãs bastante animados. Fizeram uma apresentação direta e reta. Algumas caras e bocas mas um som competente e bem feitinho. Não chegou a me agradar, mas Gabriel Zander arregimenta um grande público fiel e que sabe todas as letras.Novamente foram vistas rodinhas, pequenos moshs, coisas do hardcore.

Mas nada se parecia com o que estava por vir. De repente encheu de gente a pista do Circo e ficou intransitável. O empurra-empurra se  inicou com os primeiros sinais de que a banda subiria ao palco, e então entrada dos integrantes um a um: Marcos, Alyand, Phil e Rodrigo levaram o público do Circo Voador a loucura. Teve início a Guerra dos Moshes onde você devia enfrentar um mar de gente para então subir no palco e assim, quem sabe, registrar sua participação naquele momento histórico. Tinha muito suor, vi lágrimas sim, não cheguei a ver sangue, mas com certeza roupas rasgadas e tênis perdidos. Foi de longe o show mais cheio e disputado que já fui da banda. Um show empolgante como todos os que já vi, incluindo vídeos do youtube e o dvd da MTV, mas havia algo diferente no ar aquele dia. Tinha uma aura mágica em torno do circo. Não sei se era culpa da empolgação do público pelos 20 anos de uma banda tão influente no meio hardcore, se era por causa da escolha pública da setlist do show ou simplesmente culpa de um som magnetizante. A única coisa que era possível ver eram homens e mulheres ávidos por gritar as já conhecidas palavras de ordem versadas música após música, discurso após o outro. O setlist velho conhecido de todos agradou mesmo sem grandes surpresas ( apresentaram Tijolo que já vinha sendo tocada ao vivo este ano) e acertou em cheio passeando pela carreira dos rapazes que tocaram tudo com bastante vigor. Embora, mesmo o saltitante Rodrigo estivesse meio contido. De resto foi do jeito que o povo gosta: moshes, rodas, bate-cabeça e muito, muito boa música. Um dia épico na vida de cada um ali.

Um vídeo filmado por mim e editado por @raphaelzep de Queda Livre durante o show:

Enjoy! 😉

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