Rock in Rio – Dia 24: A resenha

O dia 24 teve no seu line-up NxZero, Stone Sour, Capital Inicial, Snow Patrol e Red Hot Chili Peppers. Era o segundo dia do festival e eu estava ansioso pra conhecer e ver tudo.
Primeiro #fail: NÃO TEM COMO PARTICIPAR DE TUDO QUE É OFERECIDO LÁ!

Chegamos com muita tranquilidade por um caminho menos usual (leia-se: que a Globo não divulgou), via Cascadura e entramos até com relativa facilidade.
Segundo #fail: PESSOAS PASSANDO SEM SEREM REVISTADAS PELOS DETECTORES DE METAL.
Tal fato me deixou apreensivo, porém todo o evento transcorreu com grande tranquilidade.

A estrutura era algo assustadoramente impressionante, embora, mesmo no ofício, ainda assim achei a quantidade de publicidade exagerada. Tinha tanto estande, que sinceramente não tinha como participar de todos. Mas percebi que estavam bem elaborados, com atividades interativas e convidativas, o que minimizou o “efeito caça-niqueis”. O ponto alto pra mim foi o estande da Philips com DJ mandando muito rock alternativo 80, 90 e 00. Era um estande interessante com muita gente dançando, lounge e uma pista que acendia com os movimentos do pessoal. E como ela acendeu.(rs) Comer era um desafio à parte. Vi táticas de guerrilha dignas das FARC pra conseguir um lanche. Falta de preparo e organização. Porque somente aquela quantidade oferecida seria pouco para o esperado público de 100mil pessoas.
Terceiro #fail: A quantidade de gente nas portas de cada estande tornou impossível curtir qualquer coisa – e até mesmo comer- sem passar por filas imensas.

E enfim os shows.

Pela fila pra comer – e falta de vontade mesmo – eu nem tomei conhecimento do show do NXZero. Não sei que músicas foram tocadas nem se foi um sucesso ou se houveram vaias. Mas enfim os caras estavam lá, realizando o sonho do Rock in Rio próprio. Mais preocupado em conseguir um lanche – sim a guerra pelo fast-food tão sonhado levou quase uma hora- acabei não tomando conhecimento do show dos caras.
O show seguinte foi da Stone Sour, que tinha como vocalista Corey Taylor do Slipknot. Foi um show pra mim mediano. Percebi que a idade me impede de curtir certas coisas que eu curtia tempos atrás. A banda pra mim era conhecida de nome e de meia dúzia de músicas vistas no youtube. Acompanhei o show inteiro da banda que tem um som que lembra em alguns momentos bandas como Disturbed, Drowning Pool e afins. Não cheguei a gostar de quase nada no show deles. Achei meio barulhento (sim, estou ficando velho), mas a maior parte do meu desinteresse veio de um Corey Taylor que procura se diferenciar do vocalista do Slipknot e que deixou tudo meio morno e sem sentido pra um dia como aquele.
Admito que quando soube que Capital Inicial estaria no line-up imaginei meu suado dinheiro do ingresso sendo mal aproveitado. Mesmo conhecendo a banda e sua capacidade ao vivo, não quis reconhecer que seu show poderia ser muito bom. E sim, me surpreendi com o efeito que a banda causa no público. Foi muito bonito ver a galera cantando as baladas e pulando muito ao som das mais famosas como Fátima, Veraneio Vascaína e À Sua Maneira. Dinho Ouro Preto ainda conversou bastante com o público relembrando a situação política do país e homenageando o filho de Cissa Guimarães, morto no começo deste ano e que completaria 20 anos no dia do show do Red Hot Chili Peppers banda da qual era fã, segundo Dinho. Tudo funcionou bem durante o show, exceto a tirolesa que no meio do discurso do Dinho Ouro Preto teve um incidente no qual alguém ficou preso ainda distante da base de chegada. O show ainda teve covers de Should I Stay or Should I go? e Que País é Esse?

E aí veio o show mais esperado da noite… ops, não, antes tinha o Snow Patrol que eu conhecia meia dúzia de músicas e me fez sentir num daqueles festivais europeus de indie rock. A sensação de estar vendo um vídeo do Glastonburry e que os créditos iriam subir a qualquer momento era algo inevitável pra mim. Mais uma chance de pegar um lanche. Todos tiveram a mesma idéia. Paqueras foram interrompidas por um sono abrupto que contagiou a todos e ao som de “Open Your Eyes” terminou o show mais burocrático até então.
Silêncio. Luzes apagadas. Gritos. E o Red Hot Chili Peppers entraram no palco. Inciaram o show com Monarchy of Roses do último cd “I’m With You”. A performance da banda sempre levanta a galera com clássicos ou músicas novas e acreditando nessa fórmula, a banda mesclou em seu setlist músicas do início da carreira com músicas do cd novo de maneira bastante apropriada. A formação mudada (Josh Klinghoffer no lugar de John Frusciante) tem as mesmas características de antes. O garoto até tocou direitinho ao vivo. Mas acho que ainda falta personalidade a ele, e em alguns momentos parece emular o John no palco. Anthony Kieds com seu chapéu de Ash do Pokémon, biogode do seu madruga e cabelo de emo, levou o público ao delírio com clássicos conhecidos de todo mundo, e também com algumas músicas dos dois primeiros cd’s que surpreenderam até os fãs mais otimistas. Blod Sugar Sex Magic me pareceu funcionar muito bem de onde eu estava, bem como o single The Adventures of Rain Dance Maggie. Ponto alto da noite, Californication chegou trazendo lágrimas, gritos enlouquecidos e lembranças de uma adolescência ou juventude dos idos de 99. Otherside foi com certeza outro momento emocionante. Todos fazendo coro, chega a ser lindo demais pra ser somente narrado. Só estando lá pra sentir tal emoção. E aqui não preciso nem citar a performance de Chad e Flea que deram shows à parte. Flea por sua simpatia e interação com o público, que tornou os intervalos entre as músicas muito interessantes com pequenos solinhos no baixo, criando transições e conversando com a galera. Chad arrancou gritos da galera com um solo mash-up de ritmos brasileiros com o percursionista Mauro Refosco que têm se apresentado com a banda na turnê latino-americana.
Essa apresentação foi a deixa pra três clássicos empolgantes fecharem o show com chave de ouro: Around The World (surtei!), Blood Sugar Sex Magic e Give it Away. Nesse meio ainda rolou uma homenagem ao filho de Cissa Guimarães que aniversariava no dia do show. E assim acabou o show mais esperado da noite. De maneira resumida foi “f*ckN Perfect!” Aguardando próxima oportunidade. Obrigado RHCP por uma das noites mais mágicas da minha vida.
Abaixo os anexos:

Californication – Red Hot Cili Peppers

Otherside – Red Hot Chili Peppers

Setlist escrito à mão:

Enjoy 😉

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